Íamos fazer um picnic e queríamos dar um passeio de charrete. Quando a Lídia nos falou, dissemos logo que sim. O passeio era relativamente próximo. Na Quinta do Pombal. Deixamos mais para o fim da tarde para evitarmos as horas de maior calor. Para nós e para o Girassol que foi o cavalo que nos acompanhou. Cuidadosamente preparado, para que tanto ele como nós estivéssemos confortáveis. E estávamos. Calmamente começamos o nosso passeio pelos caminhos/trilhos à volta. Os cheiros e as cores eram únicas. O Sol, encarregou-se de nos deixar esta (boa) imagem. Cada metro que passava mais relaxados ficávamos. Sem saber explicar, era algo que só denotamos depois. Qual Spa, qual massagem. Este local e esta ligação criam uma experiência única. Pouco tempo depois escolhemos o local para descermos e estendermos a toalha. Trouxemos um cesto (muito bem abastecido). Pão, Queijo da Serra, vinho branco, figos e uvas da zona e uma limonada. Perfeito. O que podíamos querer mais? Um dia perfeito dificilmente teria tantas coisas boas. Hora de arrumar tudo e subir para a charrete para o fim do passeio e ver o pôr do Sol. Experiência perfeita. Fim do passeio, hora de libertar o Girassol e de o refrescar. Foi um bravo! Já tínhamos visto alguns passeios em charrete, mas nenhum despertou a curiosidade como este. Fazer um passeio numa quinta em todo o ambiente rural, sim faz sentido e sim é uma experiência. Relaxante não podia ser na cidade ou na estrada. Relaxante tem de ser assim. Obrigado por o fazer assim.

O dia já ia longo, mas não podíamos deixar de visitar a feira do Vinho do Dão. Mesmo no centro de Nelas. Acertamos em cheio quando vir a Nelas.  Apesar de não sermos grandes conhecedores de vinho, é uma oportunidade para conhecer um pouco mais ( e já agora para provar). Cada região que visitamos, tem o seu próprio vinho. Todas têm muito orgulho no seu e quanto mais nos dão a conhecer, mais gostamos. Por onde temos fugido, todos têm as suas características e começamos a perceber o porquê de tanto detalhe. Alguns dizem, que o vinho tem personalidade. Começamos a acreditar nisto mesmo. As misturas de castas, processos e até maturações. Cada detalhe, dá-lhe o seu sabor e talvez personalidade. Estávamos no Dão e experimentamos alguns. Cabriz, Casa de Santar, Quinta do Encontro, foram alguns dos que provamos e que por norma têm mais destaque. Queríamos provar mais, mas não conseguíamos. No próximo ano provamos mais alguns. Sim, temos de voltar. Isto de provar com especialistas ou conhecedores faz a diferença. Explicam-te como é feito e diferenças. E quando estamos a provar, claro. Notamos. Por esse motivo passamos mais algum tempo no stand da Quinta dos três maninhos. Foi a que esteve em destaque por ter vencido o prémio de melhor stand. Aqui explicaram um pouco de todos este mundo e provamos ( e adoramos) um dos seus melhores vinhos. O Centenário. Se tivermos que pedir, pelo menos este sabemos que adoramos. A noite estava perto do fim e fomos para a nossa casa do fogo. Visitamos o nosso “roof top” e ficamos a apreciar as estrelas. Aquilo de dizerem que o céu aqui é mais estrelado… é verdade. É mesmo. Foi o mote perfeito para dormirmos bem.

Tínhamos previsto acordar bem cedo, mas o cansaço do dia anterior falou mais alto. Acordamos com a campainha. O pequeno-almoço estava à nossa espera num belo cesto. Com tudo o que se pode pedir, já pronto. Com calma, muita calma lá tomamos o pequeno-almoço. Não que tenha sido um sacrifício, mas custou a acordar. Só quase à hora de almoço saímos. Demos uma volta pela aldeia. Vimos as termas, o grande hotel, o bonito café da aldeia e ainda espreitamos o rio que está mesmo ao lado. Tudo à medida de quem quer mesmo relaxar. Não fomos ali pelas termas, as casas também não estão para servir as mesmas, apesar de serem o local perfeito para quem o queira fazer. Ficamos curiosos e é provável que voltemos para experimentar. Possivelmente uma das melhores termas do país, principalmente no tratamento de doenças respiratórias. Ultimamente é uma prática que se tem falado menos. Talvez pelo valor que esteja associado, no entanto é uma prática mais saudável e possivelmente com melhores resultados. Despertou-nos a curiosidade.

O resto do dia decidimos explorar um pouco mais da zona. Podíamos ter usufruído de piscina, pois as casas têm uma parecia. Fizemos antes uma pequena caminhada até ao Rio Mondego. Aqui bem mais pequeno e com pequeno caudal. Local para picnics ou simplesmente descansar. Tem uma pequena represa que ajuda.  Continuamos mais acima em direção à serra e passamos por uma piscina pública perto da freguesia de Seixo da Beira. Ideal para ir com a família e passar uma bela tarde no relvado e uns mergulhos.

Link para o site: Casas do Pátio

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