O nosso local de saída foi diferente desta vez. Costumamos fugir para locais calmos e que dificilmente exista muita gente. Fomos para Lisboa. Isso mesmo, para a capital e para onde se passa tudo. Já não íamos a Lisboa a algum tempo, mas parecia estar melhor. Respira energia e há muito movimento por todo o lado. Principalmente de turistas. Temos caras bem portuguesas, mas ainda assim fomos recebidos algumas em Inglês. É bom ver quem nos visita tão feliz e com um sorriso na cara. Não é por acaso que temos a fama de bem receber. Foi o caso da Casa Amora. Bem no coração de Lisboa, mesmo ao lado do Jardim das Amoreiras. Fomos recebidos com um sorriso bem simpático, mas com um sotaque diferente do Lisboeta. Era o Juan. O nome até parece sul-americano, mas não, é sul-Africano. Ficamos a saber após uma pequena conversa. Já dominava o português e a simpatia. Mostrou-nos onde íamos ficar e como funcionava a casa. Deixou-nos à vontade para o chamar, para o caso de precisarmos de algo. Passando à casa, há muito que dizer. Se por fora não parece muito grande, por dentro é diferente. Os quartos são grandes e espaçosos. Sim os quartos, achamos a casa tão bonita que pedimos para ver mais. Cada quarto/casa é decorado com motivos bem portugueses, mas cada uma homenageia uma personalidade ligada à cultura nacional. Existe a preocupação de dar um cheirinho bem português à casa amora. A casa parece ser frequentada maioritariamente por estrangeiros, mas não nos deixemos enganar. É uma casa Portuguesa com certeza. A casa Manoel de Oliveira foi a que nos acolheu. Uma espécie de loft bem aproveitado. À entrada conseguimos ter uma visão geral da casa. A sala tinha também uma pequena cozinha para utilizarmos caso pretendêssemos cozinhar. Foi o que fizemos numa das noites. Dá sempre jeito fazer algo mais caseiro e menos calórico do que todas as tentações que encontramos pela zona. Na primeira noite deu-nos a preguiça e jantamos perto. Queríamos algo diferente do que encontramos perto de casa. Deram-nos a ideia do “ água pela barba”. Fizemos marcação ( um bocado em cima, mas fizemos). O espaço é pequeno e não tem muitas mesas. Também não precisa, pois assim não perde tanto a identidade. É perto do bairro Alto mas numa das ruas mais calmas. O menu era alternativo mas tinha nuances caseiras. Fomos para o Ceviche de salmão e depois concluímos em grande com uns filetes de peixe panados com malandrinho de tomate e Quinoa. Caseiro, sofisticado ou fusão. Não somos de rotular as coisas. Gostamos ou não? Adoramos e foi uma surpresa muito boa. Continuamos e passeamos muito pela zona. É o local de destino para saídas noturnas. Nós queríamos fugir e como tal, menos confusões e tentar usufruir mais da cidade. Fomos a todo o lado a pé. A Casa Amora está perto de tudo e é fácil chegar a qualquer lado. Fomos cansados, mas satisfeitos.
O dia seguinte amanheceu muito rápido. A cama era boa demais para levantar, mas tínhamos o pequeno almoço da “Nita” à nossa espera. Tínhamos “ O melhor arroz doce de Lisboa” à nossa espera. Diz ela e dizemos nós. Não somos grandes apreciadores, mas este adoramos. Hoje havia também uma novidade. O Clafouti de maçã. Uma espécie de bolo/pudim de inspiração francesa que nos surpreendeu, pois não conhecíamos e ficamos agradávelmente surpreendidos. Tivemos direito a sumo detox e outro natural de laranja. É bom saber que também se preocupam com a qualidade da nossa dieta. Nesta casa sabem receber bem. Não só o Juan e a “Nita”, mas também a Linda que acabamos por conhecer. Não fomos só nós. Encontramos um amigo de 4 patas também. Muito simpático e que estava a viajar com outra hóspede. Chamou-nos à atenção porque não estamos muito habituados a ver locais que aceitem animais. É um conforto extra que se pode ter quando os animais são nossos companheiros. Apesar não termos mencionado nos quartos, encontramos pequenos detalhes muito valorizamos. A decoração é orgulhosamente portuguesa. Bordallo Pinheiro, fado, azulejos, sabonetes Castelbel e toda a decoração dedicada aos artistas nacionais. É bom ter um cheiro tão português e sobretudo um lugar que possamos voltar, para nos lembrarmos, o quanto é bom o nosso país.

You May Also Like

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *