A nossa chegada às casas chão do rio foi calma. Estava calor e 2 coisas estavam a apetecer… Um mergulho na piscina e aterrar completamente nas camas de rede. Pois…isso mesmo. Fizemos ambas. Merecemos! Como nota a piscina é biológica e não usa químicos e daí podermos encontrar algumas rãs a adorarem este espaço também. Enganem-se se pensam que é algum pântano. Nada disso, a água é límpida e é muito parecida a uma piscina convencional. A água pode ser um pouco mais fria, mas a verdade é que nos soube muito bem. Apanhamos os primeiros raios de sol e que bem soube. Fizemos uma refeição leve com o que sobrou do pequeno almoço. Desta vez usamos os ovos caseiros ( das galinhas da quinta). Era um crime não os usarmos. Mais amarelinhos e ficam muito bem com o pão e requeijão. Para terminar mais um pouco de bolo negro de Loriga. A noite aproximava-se e fomos tomar um belo banho para irmos jantar. Usamos o mimo que nos deixaram. Banho com o sabão sósabão bem ao jeito de quem dá valor à tradição e ao nosso ambiente bem cuidado. Bem natural e com aquele cheirinho que já sentíamos saudades. Foi um detalhe, mas para nós foi muito bom.

Para jantar fomos ficamos muito indecisos. Cozinhar, jantar fora ou então encomendar para entregarem na nossa casinha. Demoramos tanto para decidir que acabamos por ir jantar ao restaurante Cristina. São uns 10 a 15minutos de carro. Já era tarde e ligamos só para ter a certeza que ainda nos serviram. “Claro que sim” foi que nos responderam. Comemos uma posta. Estava boa e não pagamos muito apesar de ter demorado um pouco. Secalhar estávamos com demasiada fome. A sobremesa era muito boa e ficamos muito bem até à “nossa casa”. Quando chegamos tivemos uma surpresa. Não só para nós, mas para todos os hospedes das casas. Uma fogueira com uns troncos no átrio que era comum a todas as casas. Com um cenário tão natural parecia tirado de um cenário de paraíso. O céu tão estrelado, o clima tão ameno, o som das rãs. Não há dinheiro que pague.

Há muito que ver descobrir e fazer neste locar secreto. A sensação de liberdade leva-nos a explorar um pouco de tudo. Temos um baloiço debaixo de uma árvore. Temos uma cama de rede mesmo à entrada de casa e diga-se que é mesmo confortável. Temos um galinheiro bem arranjadinho e se formos gulosos é só abrir e tirar um ovo para a omelete. As ovelhas têm a sua própria casinha e são tão meias e simpáticas. Temos trilhos à volta da propriedade para pequenas caminhadas e mesmo fora do chão do rio não falta o que fazer caso nos sentíssemos presos. Temos o Rio Alvoco que é um dos mais limpos e bonitos do nosso país. Temos Loriga e a sua famosa praia fluvial. Senão forem suficientes estes motivos, ainda existe a Serra da Estrela. Não faltam motivos para fugir para o Chão do Rio.

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