Tínhamos confirmado que íamos jantar, algo nos dizia que valia a pena. Não erramos, aliás até fomos surpreendidos. O jantar foi servido na sala de jantar. O ambiente e decoração pareceu-nos um jantar de família de tão acolhedor que a sala estava. A diferença é que estávamos a ser servidos e daí a diferença familiar. Foram tão simpáticas connosco que também ficamos com esse sentido de família. Passando à decoração é também clássica e remete-nos para as noites que gostamos de passar em família e que não nos vamos levantar lá para fora. Digamos que este fim de semana fomos visitar familiares. Foi-nos apresentada a chefe Ana. Para nós ficou apenas como D. Ana. A simpatia, simplicidade e disponibilidade que sempre nos tratou não podia ficar chefe para nós. De certa forma como se fosse a nossa tia que nos faz aquele prato especial sempre a visitamos. Que só ela sabe fazer e só o dela tem aquele sabor. Vamos querer sempre voltar ao Rinoterra e à “nossa tia Ana”. Não sabíamos o que iria preparar para o jantar. Confessamos que a descrição irá bater ao lado, mas decerto que não levará a mal, pois os pratos das tias costumam ter nomes mais tradicionais e fáceis de decorar. Ainda assim as fotos não deixarão mentir. Se parecem bons na fotografia, o sabor e a textura não dará para transmitir o bom que estava. Tártaro de beringela e queijo de cabra, Polvo à lagareiro, folhado de carne gratinado e por fim mil folhas de chantilly e morango.  Ofereceram-nos licores à base de vodka e aromáticas que eram especiais do Rinoterra casa. Saber que era feito a partir de vodka assusta um pouco, mas de facto era tão suave e saboroso que ficamos fãs. Ao que parece o dono têm origens russas e possivelmente o know-how de como o fazer bem. Estão de parabéns por nos trazerem este sentimento familiar com tanto conforto. Tínhamos planeado ir a Melgaço e visitar a festa do Alvarinho. Estava a ameaçar chuva e principalmente todo este ambiente estava demasiado bom para sairmos daqui. Fomos engolidos pela cama.

A noite teve muita chuva e houve trovoada também. Daí a manhã ter começado mais devagar (muito devagar) e termos arranjado motivo sair tarde da cama. Levantamo-nos e tínhamos à nossa espera uns quantos mimos. As mesas estavam arranjadas de forma clássica e bonita. Preguiçosos, ainda mal tínhamos acordado e começamos a ficar (demasiado) gulosos. As Panquecas enroladas já estavam no prato e estão tão bem decoradas que quase foi crime comer. Passando ao pequeno almoço clássico (mas tão bom) com as padinhas, manteiga compotas os queijos e carnes matinais. Bolo de ananás, biscoitos (juramos que eram caseiros) e  já agora o kiwi com o queijo fresco combinou na perfeição com a estrela da manhã. As papas de aveia feitas pela D. Ana. É difícil explicar bem, porque quando se fala nisto, as pessoas perguntam: “Estão doentes? Estão de dieta? Gostam disso?”. As respostas são simples, “Não, não e pelos vistos adoramos”. Pois, quem diria. De aspeto muito boas, mas de cremosidade e sabor, faz-nos querer comer papas de aveia todas as manhãs. Obrigado por nos surpreenderem.

Tínhamos combinado fazer uma caminhada, mas não cumprimos. Ainda existiam algumas nuvens, mas mais do que isso passamos demasiado tempo a ser gulosos e foi apenas uma desculpa para não irmos. Passamos um fim de semana, mas devíamos ter passado muito mais. Tinha tanto que explorar e tanto para contar que o tempo soube a pouco. Gostávamos de falar dos caminhos e trilhos próximos, da piscina com vista para o monte de Santa Tecla, do jacuzzi interior, das massagens, do simpático “piolhinho” e da sua bonita casota, do carro “verde” e os passeios. Muito ainda ficou por dizer, mas começamos… “Os sítios que gostamos, devemos voltar”.

Aqui fica o nosso comentário no Tripadvisor

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