Este é um local que visitamos e nos é muito especial. Publicamos umas semanas após as nossas fugidas porque escolhemos as melhores fotos e tentamos escrever da melhor forma o que mais nos tocou. De facto, o nosso objetivo é inspirar outros, que como nós, tenham motivos para sair de casa. Visitamos o Vale do Ninho Nature houses há mais de um mês. Quisemos deixar “assentar um pouco da poeira” face aos acontecimentos trágicos que assolaram a região e que a aldeia não foi exceção. Não quisemos aproveitar pelos bons ou maus motivos, porque simplesmente temos memórias muito bons. A aldeia (e não só) foi noticia por vários motivos, mas por norma pelas melhores razões onde pode ser visto como exemplo. Sem querer alongar muito a respeito deste tema, ficamos com uma ligação muito grande a este local. Já dissemos antes mas quem faz os sítios são as pessoas. Esperamos que as nossas palavras prestem homenagem pelo exemplo que são. O Pedro, a Sofia e a Dona Isilda marcaram-nos. Quando vamos a algum lado e somos acolhidos como se fizéssemos parte da sua vida, sentimos que nos deram algo e dá-nos vontade de dar um pouco de nós.

Queríamos ter chegado cedo ainda na 6ª feira. Sugerimos não planear muito, nós planeamos sair cedo do Porto. Muitos planos, dá errado. A verdade é que foi um dia de correria e chegamos muito tarde. O Pedro foi incansável a dar-nos indicações que o GPS não foi capaz de dar. Foi incansável para nos receber já passava das 23h e ainda assim um sorriso.

Tínhamos planeado (e aqui correu bem) visitar a D. Isilda e “aprender” a fazer queijo fresco. Aprender não é bem a palavra, pois o truques que a D.Isilda sabe, não dá para aprender numa manhã. Foi o serviço completo. “Tiramos” o leite da cabritas que são muito meigas. Quer dizer, quem tirou foi a D. Isilda, pois a técnica de apertar, puxar e acertar no balde tem muito que dizer. Uns míseros mililitros, contra alguns litros. A Sofia e o Pedro apareceram com os seus pequenos que também vieram ajudar. É de facto uma alegria esta possibilidade de contacto a  Natureza. Levamos o leite para casa coamos e pasteurizamos para garantir a segurança. Tiramos o soro e juntamos o coalho. Não vamos dar a receita, pois apesar de não ser complicado o segredo é a alma do negócio. A D. Isilda é famosa pelos queijos e por isso todo o mérito para si. Infelizmente o queijo só ficou pronto à noite e por isso já não nos acompanhou ao pequeno-almoço.

Também não foi problema, tínhamos a melhor granola o pão e leite para nós. Fechamos com o café e tínhamos a manhã ganha. Estivemos à nossa vontade, mas fomos chamados pelo Pedro para irmos conhecer o resto da casa e da quinta e já agora, “se precisarem de alguma coisa que nós plantamos aqui, não precisam de pedir”. Conhecemos o burrito e os cantos à casa. Conhecemos um pouco da aldeia e já agora do que há à volta. Mais do que isso, foi quando privamos e conhecemos melhor o Pedro e a Sofia Simples e natural. Projeto em família e o sinónimo do que é e deve ser a felicidade. Afinal temos os mesmos interesses, paixões e sem contar, conhecemos pessoas que já sabíamos já tínhamos ouvido falar por tantos conhecidos em comum. No inicio mencionamos homenagem e elas são para ser feitas a quem merece, mas sobretudo para quando cá estão e que lhes podemos dizer. Foram e são um exemplo de vida por terem sonhado, mas sobretudo concretizado. Damos por nós muitas vezes admirar outras pessoas. Estamos a falar de isso mesmo, pessoas. Que sonharam, meteram mãos à obra e conseguiram. Deixaram os grandes centros, o litoral e provaram que é possível ser-se jovem, ter família e ser feliz. http://www.vn-nature.com/

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