Dividimos a nossa ida ao Vale Ninho, em 2 partes. Esperamos que o nosso contributo não sejam só as fotos bonitas da aldeia e atividades. O motivo que nos levou a escolher, era o que tínhamos visto das casas. Bonitas e modernas, mas com o enquadramento da aldeia que não se deve perder. De alguma forma, um espaço que do exterior parece pequeno, mas estando lá dentro o conforto e a luminosidade dão-nos a sensação completamente diferente. Na entrada encontramos logo uma pequena cozinha, completamente equipada e bonita. A Loiça é orgulhosamente nacional e diga-se com bom gosto. É uma espécie de biombo móvel que esconde esta pequena cozinha que está logo à entrada do nosso estúdio. No patamar superior está a cama, que de certa forma foi embutida entre madeira. Larga e airosa com vista para o resto da casa. Parece estranho, mais ainda assim conseguiu ter uma grande privacidade. Umas escadas que dão acesso ao patamar inferior onde está a sala. Uma mesa simples e bonita com um sofá embutido por baixo do teto de madeira do patamar superior. Pode ser transformado em mais uma cama, ou simplesmente aterrar a meio da tarde e fazer uma sesta enquanto olhamos para o terraço com a piscina. Abrindo a grande janela, vamos para o jardim comum ontem tem a piscina. Tem uma pequena mesa para quem quiser tomar o pequeno almoço com este cenário. O enquadramento é bem feito com os tons terra e o azul da piscina. Por norma as piscinas já são bem convidativas, esta tem um encanto especial que sem darmos conta já nos estamos a dirigir a ela. É rodeada pelas casas o que faz com que não se sinta tanto o vento. O olhar frontal para a floresta deixa-nos com sentimento de refugio. Foi uma noite e uma manhã bem mexidas em relação ao vento, mas diga-se que na piscina mal o sentimos. Podemos dizer que foi um fim de semana que não demos pelo tempo passar. Fizemos milhentas coisas e mesmo quando era tempo de irmos embora ainda ficamos mais um pouco.

Nas imediações da ideia há muito o que fazer. É claro que damos destaque onde ficamos, mas mais do que isso queremos que saibam com o que podem contar à volta. Enganem-se os que pensam que nos contentamos ficar por casa ou pela piscina. A aldeia, apesar de não ser a mais conhecida das aldeias do xisto, é porventura uma das que mais orgulho tem em si mesmo. Mais do que um destino de férias, é um destino onde as pessoas vivem e são felizes. Temos o centro de btt das aldeias do xisto. Está incrivelmente bem marcado e está bem tratado e a funcionar. Não se pode dizer o mesmo de outros no país. Não o vimos no mapa dos centros BTT homologados, o que poderá não ser importante. Sendo este um dos que está em melhor estado e também dos mais conhecidos. No caso de precisarem de informação, basta deslocarem-se ao centro e têm a informação detalhada de cada um dos percursos. Neste mesmo centro, a funcionar têm a zona de lavagem que basta colocar 1€ podem levar a bicicleta lavada. Se quiserem ir mais seguros de não se perderem e levar o percurso no GPS, podem pedir ao Pedro do Vale do Ninho que ele disponibiliza. Mais uma vez, não é necessário pois está bem marcado.

Existem percursos com todo o para todo o tipo de experiência e preparação. Um à volta da aldeia com menos de 4km (marcação verde) para iniciação. Existem os percursos verdes, azul, vermelho e o preto, por ordem de dificuldade respetivamente. Um que nos chamou à atenção, é o que liga a Ferraria de S. João até à bonita de aldeia do Xisto de Gondramaz e volta. Se quiserem saber um pouco mais dessa aldeia, vejam o nosso post dedicado. Percurso circular, mas também mais exigente.  Convém estar bem preparado, tanto fisicamente como de mantimentos. Para os menos preparados, existe também a possibilidade de alugar bicicleta com o Pedro no Vale do Ninho. Tem um “parque” bem apetrechado. Desde bicicletas de estrada a mais convencionais de btt à grande estrela que é a bicicleta elétrica que tivemos a sorte de experimentar. Uma das vantagens é alguém menos preparado poder fazer o percurso com menos esforço, ou então acompanhar um grupo que esteja mais bem preparado.

No nosso caso, não aproveitamos os trilhos, pois já tínhamos andado de btt na zona de Sicó. Fomos ver a qualidade das estradas e fizemos um percurso (montanhoso) até à aldeia de Casal de S.Simão. Podem fazer download do percurso. Tem trilhos marcados para caminhadas com boas paisagens. A estrada é boa e muito protegida do vento. A aldeia é conhecida por ser quase toda em Xisto, tem o ser ar pitoresco e podemos ver também as fragas que dão uma vista espetacular. Famoso é também o restaurante que tem uma vista espetacular. Varando do casal.  Convém ser por marcação, dada a enchente de pessoas que vimos quando lá passamos. Não experimentamos, mas a julgar pelo movimento, é possível ser um dos mais conhecidos na zona. Talvez uma das melhores atrações, é a praia fluvial das fragas de S. Simão. Não é no centro da aldeia, é preciso andar um pouco mas a paisagem vale a pena. Nem que seja para uns mergulhos.

Tivemos a sorte de conhecer esta fantástica família que adora a vida. Eles também fugiram e convidaram-nos até ao seu meio. Até tivemos a oportunidade de partilhar um passeio de bicicleta ao fim de tarde. Bicicleta de estrada e elétrica. Se soubessem quão bonito e calmante que foi, tinham feito a mesma opção de vida que tomaram quando vieram para este local, longe da confusão. Paramos para um snack de queijo fresco no Rabaçal e que bem soube.

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