Começamos a fugir a partir do momento em que saímos de casa. Desta vez a preparação não tomou muito tempo. Já temos o saco quase pronto, é quase o nosso “kit fugir”. Se nos der na cabeça, lá vamos nós. A viagem foi tranquila. A estrada é muito boa e tem pouco trânsito. Até dá prazer conduzir assim. Já perto de Marialva, viramos para a Aldeia do Juízo. Era este o nosso destino. Não que nos falte juízo, mas o que tínhamos visto em fotos, fez-nos ir sem pensar duas vezes.  Chegamos à aldeia e não foi difícil dar com as Casas do Juízo. Estávamos ainda a sair e já tínhamos a Daniela a dar-nos as boas vindas e com um bonito e enorme sorriso. Fomos convidados para a receção onde a Daniela nos conheceu um pouco, mas principalmente deu a conhecer as casas do juízo e a aldeia. Tivemos direito a provar a (boa) “pinga” do juízo e os ajuizados que foram os biscoitos (à base de amêndoa) criados na aldeia. Eram (ambos) muito bons e não adivinhamos à primeira qual era o fruto por trás da pinga. A receita dos ajuizados é caseira criada pela D. Isabel (uma das donas das casas). Falamos um pouco da zona raiana que tem crescido a procura na área do turismo, inclusive da comunidade judaica.

A Daniela levou-nos a conhecer a casa e o resto da propriedade. Foi quando conhecemos a  (simpática) D.Isabel. Estava a vir dos animais que tinha ido cuidar e aproveitamos para os conhecer. Vê-se que os adoram e que são muito bem estimados. Conhecemos o gato Chico a cabrita Victória, a burrita Tita e os patos bravos e galinhas. Todos em bela comunhão. Ainda passamos pela estufa biológica que estava pelo caminho. A taberna usa alguns dos ingredientes vindos de daqui. Fora tinha uma bonita nora recuperada e um sapinho a espreitar. Notou-se o gosto e a estima em tudo o que vimos. O que fez com que não estivéssemos com muita pressa para ficar sozinhos.

Ficamos na casa do Palheiro. Decoração simples, tradicional e bonita. Madeira de excelente qualidade e nem aqui pouparam no gosto pela tradição e qualidade. Tem uma mezanine com uma sala de estar e cozinha toda equipada. Não chegamos a utilizar porque fomos sempre à taberna do juiz que era mesmo ao lado. Apesar de termos vindo no Verão e ter Ar condicionado vimos que no Inverno ainda dever uma mística diferente. O quarto tinha Salamandra e cobertores não faltavam também. A casa de banho tem acesso e está preparada para pessoas que com mobilidade reduzida.

Existem mais casas disponíveis e a principal esconde uma mina de água mágica. Por exemplo a casa da roseira. Um pouco maior para famílias grandes toda à base de granito. A decoração não difere muito da do palheiro assim como o conforto. O isolamento é fantástico e seja Verão ou Inverno e ficamos incrivelmente bem. Em caso de desconfiança, ainda há uma salamandra. Tem um pequeno terraço coberto onde se podem passar uns momentos. À entrada tinha uma charrete lindíssima que nos obrigou a tirar várias fotos.

Não perdemos mais tempo e fomos explorar a piscina coberta exterior. Estava descoberta e aproveitamos o calor e o bonito fim de tarde que estava. Tempo para um duche rápido e fomos a correr para a taberna…

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One comment

Reply

E deve ser excelente pois pelas datas que coloquei no “Booking”, estava sempre esgotado!

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