Fugimos mas com destino. Fomos a Coimbra. Também valorizamos sítios belos que não seja pela Natureza. Porque não um sítio mais histórico? Porque não também uma cidade? Famosa pelos estudantes, e não só decidimos apenas visitar o centro. A verdade é que aqui sente-se a mística dos locais. As ruas, ruelas e becos são muito próprios e a verdade é que ficamos envolvidos por este ambiente. Apesar das paredes não muito cuidadas, outras com alusões políticas e muitos edifícios degradados, sente-se que as pessoas gostam. Eu diria exatamente do jeito em que está. Provavelmente não mudariam nada. Sente-se o orgulho na cidade e de tudo o que é típico português. Aqui ouve-se fado, come-se nos tascos, prova-se vinho e bacalhau.

O tempo desta vez nada era muito, mas não há que arranjar desculpas… Há que fugir. Tínhamos sido aconselhados a almoçar no tapas nas costas. Tal como o nome o sugere, o íamos comer umas tapas. Mais do que simplesmente ir a um local e comer, nós gostamos de apreciar tudo. Digamos que os detalhes que nos fazer sentir bem. Não apenas se a comida está boa mas também se o local nos fez sentir algo melhor. Este é o caso. Entramos e encaminharam-nos para a nossa mesa. Quando entramos vimos um belo bistro com uma decoração muito cuidada e com enorme bom gosto. Digamos que nada era deixado ao acaso. Desde as mesas, à carta com o menu, notou-se que tinha sido colocado muito amor aqui. Quando sentimos isso num local, tudo nos sabe melhor, tudo tem para sentirmos ainda mais amor. Amor gera amor.

A oferta era adequada e alguns dos pratos eram tão originais que na realidade nos dá vontade de experimentar tudo. A gula aqui não é um pecado, é uma realidade. Pedimos os famosos ovos rotos, mini espetada de gambas e uns cogumelos acompanhados de bacon. As batatas selvagens com molho de maionese e ervas estavam muito bem para complementar. Para beber uma bela sangria. Nada sobrou a não ser apetite para as sobremesas. Famosas por sinal. Um gelado de sabores frutados e um leite-creme bem queimado. Não desiludiu. Encantou. Diríamos, vamos fugir para aqui todos os dias. Digamos que o preço não é muito simpático se tivermos em conta a quantidade comida ingerida. No entanto, a qualidade da mesma e o espaço, valem e valem mais do que cada euro que se deixou. Ali sentimos amor em muitos detalhes e o amor não se paga. Agora é tempo de voltar… Vamos pensar onde vamos fugir outra vez.