Aproveitar miniférias, ou melhor, dias sem trabalhar dá sempre para fugir. Aproveitamos para dar uma escapadinha até Espanha, mais propriamente a Corunha. Pelo caminho, fomos nas calmas. Chegamos à cidade… movimentada… uma grande cidade. Apesar de todo o movimento urbano, é banhada e desenhada à volta do mar. Comparações à parte, tem uma magia muito parecida com o Porto. A vida nas ruas, as pessoas simpáticas e a falar alto nas ruas, o mar e mesmo a luz da cidade. Apesar de ser uma cidade que chove muito tem uma luz única e mal se faz sentir o tempo. Se na marginal é muito ventoso, nas ruas não se faz sentir. Diria que até são bastante aconchegantes, se é que isso é possível. Devíamos ter chegado mais cedo. Distraímo-nos pelo caminho em Portugal. Íamos ficar mesmo no centro e estacionar em qualquer sítio perto é como acertar no totoloto. Tivemos que deixar a uns largos metros (talvez 2km) na marginal e viemos uns minutos a pé. Não nos importamos, porque estávamos bem entretidos a absorver tudo. A vista é mesmo bonita, as paredes e as pessoas também. Fomos apreciando as ruas e o ambiente até a rúa/calle Galera (parece que em galego também é rua que se diz). Era lá o nosso destino. A rua das galerias Paris lá do sítio. Cheio de lojas com bom gosto, mas sobretudo, bares, adegas, restaurantes e tapearias bem arranjadas e sobretudo bem preenchidas. Ruas e becos com muito movimento. Sem dúvida um local para conviver e usufruir da vida sem grandes preocupações. Aproveitamos e sentamo-nos em alguns. Não podíamos deixar de pedir a típica sangria. Não deixamos também de parte a sidra e uns mojitos. Digamos que foi uma noite bem regada e bem descontraída. Tudo puxava para isso. Quando demos pelo relógio, já não fugia muito das 4h. Acabamos por ir dormir. No dia seguinte, uma cidade bem diferente.

Parecia que toda a gente tinha ido sair no dia anterior (pelo menos têm essa fama). Ruas semivazias e uma calma contrastante. Exploramos o outro lado da cidade. Lojas de artigos colecionadores, promoções nas lojas ou mesmo os cafés bem bonitos que estão por todo o centro. A fome apertava e estar na Galícia e provar um marisco é um clássico. O de Portugal não fica nada atrás, mas aqui não fugimos à tradição. A paella ficará para segundas núpcias. Teremos de voltar. Fomos conhecer o outro lado da cidade e desta vez um pouco mais pela marginal. Calhou bem, precisávamos caminhar. Até à zona do Riazor há muito que ver. Desde prédios clássicos até monumentos e lojas bem decoradas. Tudo bem conjugado com grafitis e palavras de ordem do povo por mais ação. Noutro local poderia chamar atenção pela negativa. Aqui a história é diferente. Esta é uma cidade com força e movimento, em a cultura urbana está no sangue. Sentimos que é preciso energia para estar nesta cidade, mas sobretudo saímos contagiados e com um pouco desta energia. Se gostarem de cidade, visitem ( não pode ser só um dia) para se sentirem contagiados com esta energia. Até já.