Era um Sábado comum e tinha sido uma semana cansativa sempre a correr. O calor e o Sol finalmente apareceram e nós sempre metidos dentro de 4 paredes. Ora no trabalho, ora em casa.
Tem chovido tanto e nós não temos aproveitado tanto quanto queríamos. Precisávamos de um sítio calmo, fora de todas estas correrias. Não podíamos ter escolhido melhor.
Fomos em direção a Viana do Castelo e numa localidade à entrada de Barroselas é a Vila de Punhe. É aqui que está a Quinta Bouça d’Arques.
À entrada uma calçada que nos leva por uma ramada até à casa. Nos lados podíamos ver umas vinhas bem tratadas.
Estacionamos e as fotos que tínhamos visto antes não mentiam. Aliás, conseguia ser ainda mais bonita. Não fomos logo para a receção. Não resistimos e começamos logo a explorar e fotografar.
A quinta parecia ter parado no tempo. Mas de uma forma mágica. Parecia que estávamos uns 300 anos antes porque as casas, objetos e espaços pareciam dessa época. Mais do que isso, estavam imaculados como senão tivessem passado vários anos por eles.
Via-se a tradição e orgulho em cada detalhe. Desta vez, as pessoas fizeram bem. Desta vez, cuidaram e melhoraram.
Passados alguns momentos chega até nós o Gabriel. Veio direto da receção até nós e começou logo a apresentar cada lugar.
Tinha olhos claros e brilhavam ao falar da quinta. Eles deviam ter visto o mesmo que nós. Falou-nos de cada casa, da decoração, da bouça, das abelhas e até das árvores.
Mostrou-nos uma bela aguarela com o mapa da quinta. Este detalhe dava para se ter noção dos espaços e do que podíamos ver, mas sobretudo que tudo aqui se fazia com muito gosto. Deu-nos também várias sugestões do que fazer. Desde museus, a caminhadas e até onde comer. Momentos depois conhecemos o Sr.João. Tivemos o gosto de o conhecer. Aqui colocamos o gosto porque fica bem.
Nota-se um bom gosto em todos os detalhes. Nota-se o gosto com o que nos recebe e como cuida da quinta. Aqui nota-se amor e gozo. Partilhou a história da quinta e da família. Nós partilhamos o que nos leva a fugir. O que nos leva a fotografar e a escrever sobre este nosso gosto em fugir.
O Sr.João percebeu o que estas duas pessoas faziam e o porquê. Mais do que passear, comer e namorar gostam de ver coisas bonitas e sobretudo apreciam os detalhes. Aquilo que o dinheiro não compra, apenas o amor. Daí quando fugimos, não vamos apenas dormir e comer fora. Vamos viver uma experiência. Não interessa se tem 5 estrelas ou se obedece a algum ranking. O que vale é o que nos conseguiram proporcionar e aqui tivemos uma experiencia maravilhosa.