A Quinta Bouça D’Arques tem 8 casas. De todos os estilos. Estilo mais clássico, mais rural ou até ao mais moderno.
Apesar desta variedade, todas bem enquadradas entre si e sobretudo com a Natureza. Na parte um pouco mais superior a caminho da mata, tem a piscina. Está rodeada por relva, plantas e árvores e na parte Norte pela encosta da bouça.
Todo este enquadramento faz com que, apesar de todo o vento em Viana do Castelo ( Vento de Norte às tarde é um clássico ), aqui estávamos abrigados e muito bem. Podíamos aproveitar muito bem a piscina e o Sol.
Ficamos na casa principal na parte inferior da mesma. Estava virada para a entrada e receção. Tinha uma espécie de terraço com mesa e cadeiras para nos fazer sentir mais à vontade. Dentro da casa uma grande sala. Bom gosto e tradição. O quarto e casa de banho de igual modo. Uma cama com dossel. Alta e larga virada para a entrada principal. As portadas tinham um pequeno galo que as seguravam e as mantinham abertas. O armário tinha uma coleção de livros clássicos. Alguns deles desfolhamos. Não resistimos. Ficamos num sitio bem bonito e acolhedor e a verdade é que apesar do estilo mais clássico, o conforto não esquecido.

Um pouco depois, decidimos dar um pequeno passeio por Viana do Castelo e acabamos por jantar. Voltamos já tarde e dormimos. Contávamos acordar mais cedo, mas o conforto e preguiça falaram mais alto.
Levantamo-nos e uma grande cesta estava à nossa espera na mesa exterior.
Aproveitamos o bom tempo e decidimos tomar o pequeno-almoço aí mesmo. Cereais, pão, iogurte, fruta, leite, café, compota e um pouco de queijo e fiambre. Estava tudo muito bom e estamos certos que não foi apenas por estarmos cá fora com este Sol.
Foi o motivo perfeito para irmos para a piscina. Fomos aproveitar o Sol e calma do espaço. Relaxamos e muito. Estávamos a precisar. Não se ouve nada e estávamos em paz. A água estava boa e era leve. Não se sentia qualquer químico.
Secamos ao sol e deu para queimar um pouco. Finalmente Sol! De tarde fomos passear pelas praias da zona e voltamos para jantar a convite do Sr. João. O melhor estava guardado para o fim. Novamente teve o gosto de nos convidar.
Um jantar na casa principal com outros hóspedes. Uma mesa incrivelmente bem cuidada e mais detalhes. Um pequeno mimo. Funcho nos nossos guardanapos para dar um pouco de cheiro. Fomos apresentados e conhecemos o amável casal, holandês e americano. Estava a adorar o nosso país. Desde a calma do alto douro ao nosso vinho verde. Do outro lado o Porto e os passeios de bicicleta pelo Alentejo. Mas mais do que isso, o que mais gostaram foi das pessoas.
E como diria o Sr. João, para ter experiências destas, é preciso gostar de pessoas. Tem razão. Nós gostamos de pessoas e adoramos receber. Sentiram-se bem-vindos. Partilharam connosco tudo de bom que encontraram. Até pequenas coisas que nós portugueses, por vezes não nos apercebemos. Conhecemos um pouco de cada um. Profissões, cidades, gostos e viagens de cada um.
Partilhamos e partilharam connosco. Foi mais um momento que apreciamos na totalidade. É aquilo que nos enche o coração e só no fim nos damos por isso. Damos um pouco de nós e conhecemos um pouco mais de outros. É uma experiencia. É o que nós gostamos e de facto é o que quem nos visita, procura. Mais do que um bom hotel, praias ou paisagens são as pessoas e as experiências.

Voltando ao jantar, (que foi a desculpa para tudo isto) provamos um branco leve para a salada de entrada. Muito bem confecionada e apresentada. Um Alvarinho também muito leve para o prato principal e para sobremesa um vinho do Douro. Este mais doce, mas também muito bem escolhido. Acompanharam muito bem os macarrones com semifrio de frutos vermelhos. Aqui de salientar a gentileza do chefe Ian ao fazer uma alternativa para um alérgico a frutos vermelhos. Bem adaptado ao espirito português do “desenrasque”. Muito acessível e simpático fez-nos uma bela refeição. No fim, era notório que todos adoraram este pequeno momento de partilha. Nós voltamos felizes. Eles voltarão porque foram felizes. Obrigado Sr. João, Gabriel e chefe Ian por nos deixarem fugir e por terem dado motivos para voltar.

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