Um dos melhores locais que já estivemos. É assim que começamos. Não é preciso falsa modéstia para o admitir e as Casas do Côro sabem-no. Têm um trabalho de muitos anos e isso nota-se. Nada é deixado ao acaso. Talvez seja por isso que tantas personalidades nacionais os visitam.  Pois bem, das casas e Marialva falamos de seguido. Primeiro o que nos levou e a nossa história. Marialva tem história e muito para explorar para além do seu castelo. Descobrimos através do passa a palavra e a curiosidade levou-nos pesquisar um pouco mais. As Casas do Côro levantavam um pouco do véu e se para muitos podia ser uma zona com pouco que saber, ver ou fazer. Após visitarem este local, ficam com a ideia precisamente contrária. Aqui esperem tudo a que têm direito, porque aqui é possível. Levantamo-nos bem cedo, para podermos aproveitar todo o fim de semana. Marialva em linha reta não é longe, mas para lá chegar é um pouco menos direto. Fomos em direção a Viseu. Ao sair passamos por um aventureiro estrangeiro com uma placa “Viseu”. Não é um destino, muito comum e pensamos, porque não ajuda-lo? Assim o fizemos e demos boleia até Viseu. Vinha dos caminhos de Santiago sozinho e adorava Natureza e montanha. Pensou na maior montanha que temos. Tinha nevado na Serra da Estrela e pensou que Viseu seria o melhor local para visitar. Mudou de ideia após umas dicas que demos. Acabou por ir para a Covilhã e uns dias depois para a Lousã. Em espirito low-cost de estudante não foi fácil arranjar onde dormir, pois estava tudo cheio por causa do nevão. Adaptou-se ao nosso espirito Tuga do “desenrascar-se” e orientou-se com estudantes da Universidade. Portugal adora receber e esta é a melhor publicidade que se pode fazer.

Só nós e a natureza…

Continuando com a nossa viagem, até Marialva não é longe e a estrada é boa e com pouco movimento. À entrada somos recebidos com uma placa da rota das aldeias históricas de Portugal. Outrora muito publicitadas, agora só conhecida pelos mais curiosos. Parte negativa por ter potencial e pouco explorado, por outro lado, muito positivo, podemos explorar com toda a calma e detalhe. A estrada leva-nos até ao castelo e às muralhas. Mal entramos encontramos as casas do coro. A receção é uma antiga casa recuperada à semelhança de todas as casas nas muralhas. Livros e simpatia para nos receber. Já estava escolhida a nossa casa mesmo antes de visitarmos algumas das casas. Somos demasiados curiosos e pedimos para ver também as outras casas. Por foto e por fora, pareciam muito bonitas. Não visitamos todas, pois a maioria já estava ocupada. A nossa escolha foi a eco-house. É a única fora do centro da aldeia. Mesmo à entrada, é um retiro de sonho com vista para o castelo. Sentimo-nos em lua de mel e como tal quisemos aproveitar o dia todo para nos dedicarmos a nós. Não queríamos horários e muita companhia e por isso não nos juntamos aos famosos jantares das Casas do Côro. A casa era tão bonita que não apetecia sair e foi o que aconteceu. Apeteceu-nos ficar sempre a apreciar a paisagem tirada diretamente de uma revista para destinos românticos. Tarde, noite e manhã incríveis neste local que até nos tornamos românticos e preguiçosos. Foi este o espirito que criou em nós. O dia seguinte, começou também preguiçoso, mas desta vez decidimos contrariar. Deve-se começar o dia da melhor maneira e foi o que fizemos e obrigado pelo pequeno almoço incrível. Estava tudo bom mas o destaque vai para a melhor granola de sementes de sempre. De barriga cheia, o plano era explorar alguns dos trilhos das aldeias históricas de bicicleta mas acabamos por fazer uma versão pequena a pé e terminamos mesmo junto ao castelo. O caminho está bem marcado e não ficamos com muitas dúvidas ao caminhar. Como a caminha não foi tão longa ainda nos sobrou alguma energia para explorar um pouco do spa e das ruínas do castelo que estavam coladas às casas do coro. Como estava difícil deixar este lugar, voltamos a visitar o casarão principal para nos despedirmos de toda a gente.