Guardamos para o fim do ano, algumas das zonas mais emblemáticas para quem foge. Desta vez, o Douro. Sugeriam muitas vezes esta sub-região como destino. Chegou a hora de contar o que nos levou até lá. Lamego e mais concretamente a Quinta Casaldronho. Ir ao Douro e poder acordar com essa vista era algo que fazia parte do nosso imaginário. É uma imagem de postal e nós tivemos aqui. Chegamos e o sol já se tinha posto, por isso a surpresa foi muito bonita quando acordamos, abrimos a janela e conseguimos olhar para o rio e todos os famosos socalcos. Tiramos fotos, mas aconselhamos a visita. Visitar em pleno Inverno conseguimos ver os mantos de geada típicos numa vaga de frio e ainda aproveitamos a sala do bar com a lareira acolhedora. A decoração e tons neutros e os toques de cortiça deixam-nos também à vontade. Foram momentos bem passados. Noutras alturas do ano podem ter experiencias bem diferentes. Imaginem uma piscina no telhado coberta do vento e com uma vista fantástica para o rio e seus socalcos. Podem ainda juntar que é um Wine hotel e um dos grandes motivos pelo qual os hóspedes aqui vêm. Saber um pouco mais da produção e já agora degustação. Vamos a algumas coisas que gostamos. A estética do hotel está muito bem conseguida. Conseguiram aliar a paisagem e tradição com uma estética mais contemporânea. O hotel é mesmo acolhedor. Jantar e depois usufruir de todo o espaço é um tempo bem gasto. Caminhar por toda a quinta. Vinhas, capelas e caminhos bem bonitos são uma boa sugestão.

A localização é privilegiada, pela proximidade a Lamego e à Régua. Ficará a meio caminho entre os dois, mas no coração dos socalcos. Para quem procura uma experiencia completa, porque não fazer como nós e aproveitar o comboio e a linha do Douro. A vista é fantástica e o próprio comboio mais antigo também lhe dão um toque especial. Na estação há táxis sempre disponíveis e o hotel também pode ajudar a marcar o transporte. Régua afamada pelo vinho do porto e pelos infindáveis cruzeiros a chegar. Lamego, um pouco mais afastada da confusão consegue por mérito próprio, seduzir pela sua própria identidade. Monumentos, museus, história e gastronomia. É muito marcada pelos monumentos religiosos e há poucas cidades com esta oferta. Marca pela presença católica, mas também pela judaica. A bela e imponente catedral e a igreja de Almacave onde se estima que terá sido o local onde se proclamou D. Afonso Henriques como o primeiro rei de Portugal. Daí também terem sido as primeiras cortes em Portugal. Foi pena estar fechada nesse dia. Não tivemos sorte de apanhar algumas das igrejas abertas, mas fomos à Catedral. Fomos também ao centro arqueólogo fica já dentro das imediações do Castelo. Uma rua muito peculiar nos leva até lá. É a rua da Olaria e lá passamos por comércio tradicional e alguns dos bares mais emblemáticos. À entrada da rua tem o Teatro Ribeiro Conceição que é possivelmente um dos mais bonitos onde estivemos. É sem dúvida, local de visita obrigatória.

Outras sugestões

A famosa bôla de Lamego. A tradicional à base de enchidos e mais recentes com bacalhau o Frango.
Biscoito Teixeira. É mais um bolo do que biscoito e é também famoso na Régua.
Lamegos. Pastel pequeno mas muito doce.
Caves da Raposeira e o famoso espumante que é oriundo daqui.
“Milhos” – é mais de Tarouca que é muito próximo e podem experimentar em Ucanha. Prato forte à base de enchidos e papas de milho. Só existe uma Tasquinha, por isso é impossível não dar com ela. Neste local também podem conhecer as torres, fala-se que terão sido colocadas as primeiras portagens para atravessar uma ponte.
Caves da Murganheira – Também famosas e podem fazer uma visita e conhecer um pouco mais sobre espumante. Fica também em Ucanha. Ao fim de semana poderá não estar aberto.

WEBSITE: Quinta de Casaldronho