Fugir não tem de ser necessariamente para longe, mas que seja para longe da nossa rotina. Foi o que aconteceu com a nossa ida a Vale de Cambra e à Aldeia de Trebilhadouro uns quilómetros acima do centro da Suiça Portuguesa (como muitas vezes é conhecida). Falamos acima, não por estar a norte, mas por estar perto já do topo da serra da Freita. Aldeia outrora dedicada à agricultura e agora mais a receber quem quer conhecer esta íngreme e bonita serra. Foi aqui que encontramos as casas do Traços doutrora.

Uma aldeia muito bem renovada e cuidada. Foi aqui que encontramos a D. Isabel que nos recebeu. Contou-nos um pouco da origem da aldeia. Apesar de não ter nascido aqui, ganhou um carinho especial e tornou-a também sua. Tentou preservar a essência das casas e dos locais. Daí o nome Traços d’outrora parecer natural. Foi um restauro feito com muito gosto e transporta-nos para o passado. Engane-se quem visitar estas casas que irá para uma casa velha e sem conforto. Antes pelo contrário. Todas as comodidades estão presentes. Muito confortável e ideal para famílias (várias) e já agora, quem nos conhece, se vamos fugir, que seja bonito e valha a pena. Ficaram na memória alguns recantos dignos de muitas fotos. Foi o nosso caso. A rocha que existia não foi destruída. Foi contruído à volta dela. Criando uma sala e cozinha com um ambiente amplo e com boa energia. Digna de revista. O alpendre no andar superior tem uma vista e por de Sol de causar inveja. O sofá e as cadeiras já estavam preparados para isso mesmo. Nós conseguimos ver a ria de Aveiro no horizonte. Atrás de nós uma lareira aquecia uma tarde que já começava a arrefecer. Jogos tradicionais, filmes um pouco de tudo para nos entreter caso quiséssemos ficar mais pelo quentinho.

Onde jantar

Nós decidimos ir jantar fora. Desta vez não íamos tão bem preparados e não levávamos alimentos suficiente para todas as refeições e como na aldeia ainda não há nada a apoiar, fomos até ao restaurante Porto Novo que é só seguir a estrada que liga à aldeia. 1km talvez. Fácil de dar apesar de termos usado o GPS. Atendimento excelente. Apresentaram-nos alguns pratos que para nós desconhecíamos e tiveram todo o gosto a explicarem. E como tal tivemos mesmo que “arriscar”. Arroz de aba com carqueja. Prato vencedor! Também provamos uns nacos de vitela com batatas e migas que estavam no ponto. Concluímos com uma pavlova. Para quem não estava à espera, fica agradavelmente surpreendido. Voltando ao “nosso canto” acendemos a lareira e por ali ficamos até adormecermos e nos arrastarmos até à cama.

Caminhadas

Dormimos que nem anjos. Aqui a calma e tranquilidade são rainhas. Não ouvíamos nada e por isso adormecemos tarde. Um bonito amanhecer e fizemos umas torradas e aproveitamos alguns miminhos que a D.Isabel tinha deixado para pequeno almoço. Começamos bem o dia e a partir era só decidir qual a caminhada que iriamos fazer. Ao entrar na aldeia reparamos que havia PR’s marcados só ficou difícil escolher qual fazer. Fomos ao painel informativo da aldeia espreitar qual deveríamos escolher. Enquanto isso alguns bttistas iam passando pela aldeia e parando na fonte. Pedimos informação. Queríamos ir até às famosas levadas, mas não estávamos preparados para fazer tantas horas a caminhar. Fizemos o outro mais curto. Estava bem marcado. Ficou promessa de voltas às levadas ou então até ao topo da serra que está tão próximo. É tão bom estar em contacto com a natureza. É tão bom sentirmo-nos em casa.

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