O fim de semana prometia ser frio e chuvoso e parecia que estavam reunidas as condições para fica em casa. Nada mais errado. Fugimos até Arcos de Valdevez, até a Quinta do Olival. Parece também que fugimos à chuva e a dias aborrecidos de Inverno. Não fugimos do frio, ou não estivéssemos em pleno Inverno. Desenganem-se os que pensamos que só fugimos quando está bom tempo, pois gostamos de arranjar (boas) desculpas para fugir. Temos um país tão bonito e desta vez procuramos um sitio mais reservado onde pudéssemos sentir o aconchego mais interior. Podemos dizer que esta zona é boa para qualquer altura do ano. Do Porto até Távora é pouco mais de uma hora. É um pouco antes de Arcos de Valdevez e não é difícil dar com as casas.

Apesar de caminhar um pouco para o interior, as casas chamam à atenção pelas cores e arquitetura. São simpáticas só de olhar. Entramos e paramos na receção. Pequena e estreita, mas muito acolhedora. Pedimos licença e entramos para podermos espreitar mais de perto. Fotos e mapas da região, artesanato e costume locais. Deu logo para perceber que estávamos perante alguém que tem um orgulho incrível na região. Não nos engamos, não podíamos ter melhor cicerone para nos falar desta zona. Se vínhamos para relaxar e conhecer um pouco mais do que havia, acertamos na muche. Sentamo-nos e no meio do chá e biscoitos caseiros, fomos brindados alguma da história de Arcos de Valdevez. O recontro e a famosa batalha que viria dar origem à fundação de Portugal, o “porquê” das patas cortadas ao cavalo e lenda que a lança do cavaleiro Português aponta sempre para o coração? Não há melhor maneira de captar a atenção de alguém que contar histórias. Se isto não chegasse ainda nos emprestou livros para descobrirmos ainda mais dos Arcos, Peneda e o Soajo. Não conseguimos ir até ao fim, mas deu para nos despertar a vontade de ir ao Soajo, ao Mezio e também descobrir o Sistelo.

Caminhamos até à nossa “casinha” onde pudemos finalmente conhecer o que o interior nos reservava. Ficamos na Suite de Moura encantada. Casa tipicamente minhota e muito bem restaurada para que não nos faltasse nenhum conforto. Será que já tínhamos dito que gostamos muito deste tipo de casas? Tradicional, mas sobretudo bem decorada. Ideal para casais. Tínhamos acesso à sala principal da casa para cozinhar, com tudo equipado, mas só usamos no pequeno almoço. Decidimos seguir uma das sugestões que nos foi dada e experimentar o famoso bife local. Carne de Cachena com arroz de feijão tarrestre. Adoramos experimentar os pratos locais. Foi o mote perfeito para visitarmos os “sons de Vez”. Era dia de concerto e a sala ficou cheia. Desengane-se que pensa que não há boa música no interior e principalmente no Inverno. A noite acabou tarde mas sabíamos que o nosso quarto ia estar quente. O acordar com o “barulho” na natureza é sempre especial e dá gosto poder acordar tão devagar. Foi o que aconteceu. Tomamos café e provamos o bolo caseiro que gentilmente havia. Não quisemos focar demasiado tempo, pois queríamos espreitar a piscina e as outras bonitas casas. Dificilmente iremos esquecer esta imagem. Baloiço e um belo jardim fez as nossas delicias. Já temos mais um local para pensarmos para as nossas férias no Verão. Não estou a ver quem o poderá negar.

O que fazer na região

Fomos até à ecopista conhecer o que nos espera na nossa próxima visita. São vários quilómetros incríveis junto ao rio. Com pouco desnível bem marcados e muito verdes. Possivelmente uma das melhores atividades que podemos aconselhar em família. Quem não tiver o bichinho da bicicleta, experimentando aqui, vai ficar. Depois daqui tínhamos muito por onde escolher, fomos talvez para o menos óbvio e fomos fazer algumas caminhadas para perto de Sistelo. Muita preocupação na manutenção da aldeia. As famosas ladeiras verdejantes e todo o seu sistema de rega é notável. É um testemunho temporal para quem visita e as encostas ingremes são um autentico escondem uma Natureza do seu lado mais puro. O horário de Inverno não permitiu uma aventura mais longa, pois o sol já se afastava muito. Com a casa tão perto, voltar vai ser fácil e desta vez para fazer a ecovia completa.

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