A nossa fugida desta vez, não foi para muito longe.
Não se deixem enganar pelo titulo a mencionar “Argentina”.
Fomos para a nossa cidade mas por locais por nós desconhecidos. O nosso nome “fugir” não é ao acaso.
Gostamos de fugir ou seja para locais que não conhecemos e partir um pouco a aventura. “Vá para fora cá dentro”. Uma frase bem conhecida pelos portugueses. “Visitamos” a Argentina sem sair da nossa cidade.
Um pequeno canto na rua das Taipas. Uma rua que foge as grandes enchentes turísticas do Porto. Espreitamos e parecia acolhedor. Várias pessoas a petiscar com um sorriso. Sentia-se uma excelente energia. Muitos vinhos, cervejas e outros produtos argentinos expostos. Molduras decorativas e fotos com a mesma influência. Na parede desenhadas as variedade de empanadas disponíveis e no balcão expostas algumas delas.Estávamos ansiosos e quando vimos a chegar à mesa dos vizinhos, tivemos a certeza do que íamos pedir. Quem nos recebem foi a simpática Elizabete, elegante e com um sorriso radiante, teve a gentileza de perder uns minutos com dois curiosos que faziam muitas perguntas. A história de como o projecto nasceu, como as pessoas se conheceram e o que podíamos ali encontrar.
Quando vamos ao mercado de alguém, tentam-nos vender o seu peixe. Não foi o caso, ensinou-nos a origem das empanadas, as características dos vinhos e até das carnes Argentinas.
Os vinhos são dos que mais tem crescido pelo mundo. Algumas castas Europeias deram-se muito bem em novos mundos. Pedimos um copo de Trapiche de casta malbec. Um clássico portanto.
Não podíamos fugir à empanada de carne e à fugazetta. A acompanhar 2 molhos para mergulharmos as empanadas. Ficamos rendidos e já estamos a arranjar motivos para voltar. Nem que seja organizar alguma coisa para pedirmos como takeaway. Ficamos tão impressionados que decidimos descobrir um pouco mais da gastronomia argentina. Não fomos longe. Na casa ao lado, os “Belos Aires”. Experimentar a famosa carne argentina. Tenra e suculenta e com um sabor incrível. Mesmo para quem não apreciar carne mal passada, aqui não vai notar e vai deliciar-se. Facas enormes faziam parte das ferramentas para atacar o naco. Engane-se quem pensar que seria por uma carne mais rija. Polenta e batata doce a acompanhar com um empratamento a condizer. Ficamos rendidos. Sem dúvida que se tornou um dos lugares prediletos nossos. Se juntarmos ao espaço tão acolhedor e tão bem decorado parece também uma boa alternativa para fugir a 2. A sala não é larga mas é muito intima. Formato em “L” ficamos frente à cozinha e conseguimos ver o bom trabalho de equipa que havia. Equipa coesa e que estava com muito gosto a trabalhar. Curiosos como somos, estávamos sempre a espreitar os pratos que saíam para as outras meses. De barriga cheia menos tentação. Na próxima visita já temos boas ideias. Acreditem ou não, ficamos fãs de toda a equipa e deste espirito argentino.