Já tínhamos ouvido falar da aldeia e da casa da Viúva mas só quando fomos fugir para esta zona é que aproveitamos para visitar este espaço. Não é completamente desconhecido, pois já vimos várias vezes em algumas revistas a visitarem o local. Não se sabe bem se a fama é pela aldeia ou pela casa da música, mas é impossível falar de uma sem mencionar a outra.
A aldeia é praticamente toda em Xisto e está completamente preservada. Um trabalho excecional e digno de visita. Sentimos uma aldeia feliz e com movimento como resultado. Enquanto caminhávamos pelas estreitas ruas avistamos a famosa casa. Um cruzamento de moderno e rural que nos fazia sentir confortáveis e aconchegados.
A sala principal tinha um telhado de vidro que mal se fazia sentir, mas trazia uma boa claridade para a sala.
A velha casa foi restaurada e convertida em casa de vinhos e (bons) petiscos. Foi o que nos despertou a curiosidade. Se no campo dos vinhos não temos “o casco avinhado” e só estamos agora a despertar para os encantos de Baco, nos petiscos, a Gula já nos é familiar.

Podíamos escolher umas carnes pela lista, mas preferimos aceitar a sugestão da degustação. Embarcamos numa experiência mais completa em que tivemos de apurar o gosto, olfato e porque não tato e visão. Os petiscos a acompanhar foram escolhidos para trazer uma dimensão superior aos vinhos. Um de cada vez e rodando um outro vinho. Nós estando numa zona de vinhos verdes, tínhamos de fazer as honras. Da casta Loureiro ao mais longínquo Alvarinho.
Tábua de queijo e enchidos, pão e broa, peixinhos da horta. Tentáculos de polvo panados, cogumelos Portobello gratinados. Aqui já trocamos de tática e experimentamos 2 tintos. Um do Alentejo, mais quente e outro da região do Douro bem mais complexo. Se já não fosse suficiente, ainda terminamos com um mini pão de ló caseiro que segundo consta é feito na aldeia.
Pelo sabor só tínhamos razões para acreditar que correspondia. Não nos fomos embora sem antes nos despedir do simpático Açoreano de nome Délcio que nos guiou por esta viagem de sentidos de uma forma tão agradável.
Definitivamente é uma lufada de ar fresco, para quando se pensa que só nos grandes centros se pode encontrar sítios interessantes e partilhar boas experiências.

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