Voltámos de novo ao Minho para vos mostrar algo diferente, a Casa Lata diferencia-se dos outros por ser uma antiga casa de lavoura convertida num agroturismo. Somos fãs do Minho e dos seus costumes e tradições, mas também não dispensamos o conforto. Foi o que aconteceu.

Estávamos ansiosos por conhecer o espaço e mal chegámos a Margarida e o Sr.Carlos, convidaram para nos juntarmos a eles para o jantar. Iriam fazer um jantar simples (diziam eles) e aproveitavam também para nos conhecer melhor e para nos contarem algumas histórias. Quem é que não gosta de ouvir umas boas histórias?  Pão, alheira, moelas para começar, posta grelhada e o arroz de grelos ( e que arroz de grelos!!), foram os ingredientes perfeitos para ficarmos à conversa pela noite fora. Não podemos esquecer a torta e as rabanadas, tudo acompanhado pelo vinho da casa (literalmente da casa). Tivemos direito a provar, alguns. O Loureiro, uma breve passagem pelo Fernão Pires e a novidade o espumante bruto que na nossa opinião vai bem com tudo. O Loureiro, surpreendeu, pois faz jus à fama. Apesar de ter um grau elevado é leve e frutado e acompanhou muito bem a posta. Passamos lá o Sábado e o Domingo, mas falamos diretamente da comida e do Vinho (ou não estivéssemos nós no Minho). Na verdade, o enoturismo é uma das componentes que não podemos descurar da Casa Lata. O armazém e a sala de provas dos Vinhos Terras de Amares são mesmo ao lado. A vinha à entrada da casa não engana, assim como tudo o que vemos aqui. É com muito orgulho que falam do que fazem e como o fizeram. Talvez o momento alto da nossa estadia foi mesmo ouvir as histórias e todas as explicações do Sr.Carlos. Tem conhecimento para escrever vários livros e nós ficamos impressionados e lisonjeados por ter partilhado algum do seu conhecimento connosco. Todo o conhecimento da região, tradições, fazer e como fazer é um gosto ouvir. Qualidade é isto mesmo.

Mas o nosso fim de semana não foi só ouvir o Sr. Carlos, também exploramos um pouco da quinta e sobretudo descansamos, que bem estávamos a precisar. A casa é na verdade muito confortável. Apesar de ter aproveitado e recuperada a antiga casa de Lavoura, fomos em pleno Inverno e sentimo-nos muito confortáveis. Passamos bastante tempo na sala de jogos e no cadeirão. A luz é incrível e deixa-nos muito à vontade. A iluminação e a exposição solar foram muito bem aproveitadas. É uma casa muito ampla e iluminada. Sempre a convidar para sairmos e explorarmos a piscina, o laranjal, o jardim ou mesmo as vinhas. Foi o que fizemos, enquanto não choveu. Como fomos no Inverno, não aproveitamos a fantástica piscina exterior, mas fica a promessa de voltar. Existe uma “casa mãe” com os quartos suites e depois uma casa individual para famílias.

O quarto onde ficamos era na “casa mãe” e tinha vista para a piscina. Era muito confortável com uma decoração mais tradicional em que tudo transmitia conforto. Aliás foi complicado tirar-nos do quarto de manhã, pois estávamos tão bem. Desconfiamos que o vinho da noite anterior teria feito das suas J. Calçamos uns carapins que a casa tinha (não tínhamos frio para isso, mas soube tão bem!).

 De manhã tomámos o pequeno almoço na “casa mãe” e com uma luz incrível. O buffet era um pequeno banquete e não tínhamos barriga para tudo apesar de termos tentado. Desde os vários tipos de pão, mas sobretudo às compotas e os bolos caseiros. Não tivemos como não provar. A Isalete ainda recomendou mais coisas, mas só os olhos tinham vontade, pois o estômago já estava mais que satisfeito. É tão bom acordar assim. Com o tempo tão invernoso, ficamos muito bem na Casa Lata e não exploramos muito a zona. Sem dúvida que o rio Homem e o Gerês mesmo aqui ao lado, são alguns dos ex-libris desta zona. Caminhadas, mergulhos e principalmente os vinhos verdes são mais que bons motivos para voltarmos mais do que um fim de semana. Na despedida ainda fomos visitar a adega Terras de Amares. Vimos as cubas e mesmo o engarrafamento. Ouvimos um pouco sobre a produção, as novas castas e ainda os projetos futuros. E claro, mais importante, provamos os vinhos. Para alguém que pouco percebe de vinho, poder provar e ao mesmo tempo poder perceber o porquê e o como se faz. É uma experiência bem mais rica e que nos fica no coração.